Paulo Freire e a Abraço Cultural: três conexões que transformam a educação

22.09.2026

Créditos: Nova Escola

No dia 19 de setembro, celebramos o aniversário de Paulo Freire, educador brasileiro que defendia uma educação construída por meio do diálogo, da participação e do respeito aos diferentes saberes.

Na Abraço Cultural, esses princípios ganham vida nas aulas conduzidas por professores migrantes e refugiados, nos materiais didáticos que valorizam as culturas do Sul Global e nos encontros entre pessoas com diferentes histórias e perspectivas.

Conheça três conexões entre o legado de Paulo Freire e a nossa forma de ensinar e aprender.

1. Quem ensina também aprende

“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.” — Paulo Freire

Na Abraço Cultural, professores migrantes e refugiados ensinam idiomas enquanto compartilham conhecimentos, experiências e aspectos culturais de seus países de origem.

Ao mesmo tempo, as vivências e perspectivas dos estudantes também fazem parte das aulas. Essa troca cria uma aprendizagem ativa, na qual todas as pessoas têm algo a ensinar e a aprender. Mais do que transmitir conteúdos, a sala de aula se torna um espaço de encontro e construção coletiva.

2. Diferentes saberes merecem espaço

“Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos.” — Paulo Freire

Cada pessoa chega à sala de aula carregando conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória. Por isso, os materiais didáticos e as atividades da Abraço Cultural incentivam os estudantes a compartilhar suas próprias referências e formas de interpretar o mundo.

Ao valorizar histórias e perspectivas do Sul Global, ampliamos os repertórios presentes no ensino de idiomas e questionamos narrativas centradas apenas em países hegemônicos. Dessa forma, aprender uma nova língua também significa entrar em contato com outros modos de viver, pensar e produzir conhecimento.

3. Aprender é participar

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” — Paulo Freire

A formação da Abraço Cultural prepara professores-facilitadores para conduzirem um processo de ensino-aprendizagem participativo. Nas aulas, o idioma é praticado por meio do diálogo, da troca de experiências e do contato com diferentes realidades.

Essa proposta também está presente nas aulas culturais, que convidam os estudantes a conhecer músicas, danças, gastronomias, histórias e manifestações culturais de diferentes países, povos e regiões. Assim, o aprendizado ultrapassa os conteúdos linguísticos e se transforma em uma experiência de aproximação, descoberta e reflexão.

Educação como diálogo e transformação

Neste aniversário de Paulo Freire, celebramos um legado que continua inspirando formas mais humanas, participativas e plurais de ensinar e aprender. Na Abraço Cultural, acreditamos em uma educação feita de encontros: entre idiomas, culturas, saberes e trajetórias. Uma educação na qual cada pessoa participa ativamente e ajuda a construir novas possibilidades de compreender o mundo.

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